14 de set de 2011

China rumo ao Esperanto

Por Felipe Augusto

A China é hoje o terceiro maior país do mundo em território, ficando atrás da Rússia e Canadá no quesito. Porém a China é hoje a mais fulminante economia do planeta, o que faz com que todos olhem constantemente para lá. A China anda com tanta força no cenário mundial que seu presidente foi eleito em uma famosa e tradicional lista, como o homem mais poderoso do mundo, o que hoje faz a China é literalmente importante, esse país hoje muda ideias e conceitos, e a cada dia o fará mais, e os EUA menos. O que pode vir a se tornar um dia o grande problema chinês, que é sua enorme população, é também um de seus maiores êxitos, pois eles tem dentro de sua casa, abaixo de sua lei, o poder de influenciar e reger a vida de nada menos do que 1,3 bilhões de pessoas.

Muito sabemos sobre a China mas ao mesmo tempo pouco sabemos, pois a China é um país de enormes contrastes, inclusive em questões étnicas, muitos de nós não sabem que não é todo chinês que tem o "olho puxado". Lá se encontra desde aqueles parecidos com o povo Ainu do norte do japão, parecidos também com os nativos americanos, até gente que se parece com indiano. Isso obviamente gera também um grande conflito linguístico no país que um dia terá que ser resolvido, e hoje, o idioma "supremo" para o governo é o mandarim, o qual chamamos de "chinês". Porém além de seu próprio país, tão diverso, a China que quer ser líder no mundo precisa também se comunicar com o restante desse, eles sabem muito bem disso e se preparam para tal.

O chinês em geral não gosta muito de falar o inglês, e isso se deve a vários fatores, alguns que podemos ressaltar é a dificuldade comum aos povos para aprender idiomas de outros, pois esses são "feitos" para eles, e não para todos. Outro é o fator político, é claro, a China que se denomina um país comunista não tem muita simpatia pelos ideais estadonidenses e por isso não quer submeter seu povo ao aprendizado do idioma inglês, o que seria um tiro no pé para um povo que deseja ser o líder, a ideia é, "ou eles falam a nossa língua ou ninguém fala a deles". A China vê uma solução para esse problema, pois já que é muito duro para o chinês aprender o inglês, já que politicamente eles não podem porque querem ser os dominadores, e sabem que os demais não irão aprender chinês (mandarim), eles escolhem o Esperanto.

A China vem de pouco em pouco, na calada da noite, criando formas para que seu povo possa aprender Esperanto, já que é muito fácil de aprender, principalmente quando se compara a outros idiomas como o português, francês, japonês, inglês, italiano e o próprio chinês. Além do notório fácil aprendizado pelo chinês em curto espaço de tempo, o idioma é nacionalmente neutro, não é de país algum, logo não teria problema com a submissão a cultura alheia seu incentivo e por isso a China já o faz. Ela cada vez mais amplia os horizontes do Esperanto em seus domínios e você não deverá se espantar se em pouco tempo chineses lhe perguntarem numa Copa qualquer por aí, "você falar Esperanto?".

O Esperanto é muitas vezes desmerecido pela falta de conhecimento das pessoas e pela desinformação gerada por muitos, mas ele tem seus méritos, e não são poucos, é por exemplo o 22º idioma da Wikipédia, o que não é nada mau para um idioma dito por alguns como "obsoleto". Tem grandes chances de se tornar o idioma da UE para resolver seus problemas com o dispendioso gasto com traduções, tem uma comunidade que abrange os milhões espalhada pelo mundo, e isso se mostra pelo seu tamanho na própria Wikipédia e pela sua presença na internet. A China sabe onde coloca o pé, não quer levar seu povo para um caminho de submissão cultural e por isso educa seu povo para falar seu idioma nativo em sua babilônia particular e ensina o Esperanto para não falarem (tentarem) em inglês e dar méritos ao seu maior rival.

A China agora cria um portal para que o mundo os conheça sobre sua visão, sem a manipulação alheia (com a deles) que é muito peculiar ao mundo ocidental, afinal Mandela já foi chamado terrorista e a invasão do Iraque tinha sido motivada pela busca de armas de destruição em massa. Nesse portal, que segundo notícia tem 40% de sua audiência formada por não chineses, tem a presença de 10 idiomas para sua livre escolha, óbvio que um deles é o inglês, idioma hoje mais falado por não nativos, e o mais influente no mundo atual, inegável isso, mas como a China "não dá mole", tem é claro o Esperanto, idioma que ela propõe para ser o idioma dos povos, a mesma proposta do Esperanto, que não visa ser nosso primeiro e único idioma, mas sim o segundo, em primeiro vem o seu idioma nativo, aquele que você tanto ama (Eu amo o idioma português!).

Além disso, o Esperanto visa também influenciar o comportamento cultural das pessoas, dando a elas o gosto por aprender cada vez mais, sabe-se hoje via estudos reconhecidos, que o aprendizado do Esperanto como segunda língua, faz com que você consiga aprender outros idiomas numa velocidade no mínimo 20% maior, pois o Esperanto é muito mais fácil para qualquer um aprender e tira das pessoas aquele medo de tentar aprender e não conseguir (recorrente no estudo do inglês). O chinês sabe disso e usará isso a seu favor, e com tamanha força política e econômica irão conseguir alcançar seu objetivo, então se prepare para uma Ásia se comunicando em Esperanto, e se prepara você também, pois a Asia é uma potência hoje e a China é quem manda.

china.org.cn

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